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Agronegócio é a força que segura a economia nacional
01 dez, 2014 às 09:24
- A economia brasileira patina já faz um tempo, com o Produto Interno Bruto (PIB) devendo crescer apenas 0,3% neste ano, segundo previsão da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE). Tudo indica que os números ficarão em torno disso, principalmente depois do resultado do PIB do terceiro trimestre divulgado na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou alta de apenas 0,1%.Apesar desse cenário nebuloso, um setor da economia continua navegando de vento em popa, mesmo tendo registrado queda de 1,9% no terceiro trimestre deste ano: o agronegócio, que, em 2013, cresceu 3,9%, e que corresponde a 22,5% de toda a riqueza nacional.O cálculo é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Para este ano, a previsão de ambas as instituições é que o agronegócio praticamente iguale o índice do ano passado: 3,8%.Na opinião do professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBS) Raul Duarte Neto, esse resultado se explica pela grande produtividade alcançada pelo setor nos últimos anos. “Diferente da indústria, que tem seu desempenho diretamente afetado pela política econômica (taxa de juros, incentivos fiscais, etc), o agronegócio cresceu graças ao empreendedorismo dos produtores rurais, independentemente da ação do poder público”, afirma Neto.Deficiência logística. O problema do setor, segundo ele, começa justamente da porteira para fora, ou seja, na deficiência logística e nos altos custos de estocagem, fazendo com que o produto agropecuário brasileiro perca competitividade lá fora. Caso os projetos de expansão da malha ferroviária nacional se concretizem no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, a produtividade do setor deve aumentar, diz o professor.A recente valorização do dólar foi uma boa notícia para o setor, que exporta aproximadamente 20% da sua produção.“Para 2015, o cenário também é positivo, principalmente para a pecuária. Apesar de esperarmos uma produção de carne bovina ligeiramente menor em 2015 em relação a este ano (9,9 milhões de toneladas), a tendência é de preços melhores, tanto no mercado externo, quanto no interno”, afirma Hyberville Neto, da Scot Consultoria, especializada em agronegócio.Fonte: O Tempo
Reclamações sobre a Black Friday já passam de 7 mil
29 nov, 2014 às 08:00
- O site especial do Reclame Aqui sobre a promoção de descontos da Black Friday Brasil 2014 começou a receber reclamações de consumidores desde as 18h de quinta-feira (27), quando muitas empresas colocaram as ofertas no ar. No link http://www.reclameaqui.com.br/blackfriday/ foram registradas mais de 7 mil queixas entre as 18h de quinta e as 18h desta sexta-feira (28).Os principais motivos de queixa dos consumidores são maquiagem de preços, dificuldade no acesso aos sites, mudança no valor de produtos no momento de finalizar a compra e problemas no pagamento, incluindo a rejeição a cupons de desconto e a ausência de opções de pagamento, como boletos bancários. Outra forma de maquiagem identificada pelos consumidores foi a cobrança de frete caro, compensando o desconto no preço. Também houve dezenas de casos de produtos que “sumiam” no momento em que eram colocados no carrinho virtual. Algumas empresas tiveram falta de produtos em estoque já nas duas primeiras horas da promoção.Durante a madrugada, muitos sites ficaram fora do ar devido ao grande número de acessos, mas desde o amanhecer são problemas relacionados a preço e condições de pagamento e entrega que concentram a maioria das reclamações. Problemas de falta de produtos anunciados em estoque também são relatados por consumidores de todo o país.Muitas empresas também estão sendo questionadas quanto ao prazo do frete. Consumidores que pensaram em aproveitar a Black Friday para adiantar as compras de Natal com desconto estão sendo surpreendidos no momento de fechar as compras: alguns produtos só devem chegar depois do ano novo. De acordo com a Reclame Aqui, os prazos de entrega em muitas das lojas foi estendido para a promoção deste ano. Há casos de previsão de mais de 50 dias para entrega. Em outros, a entrega será em até 30 dias úteis.De acordo com o Reclame Aqui, por volta de 18h, a loja líder do ranking era Americanas.com, com 916 reclamações, seguida pela Submarino (832) e Saraiva (574), KaBuM! (172) e NetShoes (165).No caso da Submarino e das Americanas.com, os sites das duas empresas tiveram problemas de acesso durante a noite devido ao grande número de consumidores online simultaneamente, mas o ritmo de novas reclamações diminuiu desde as 6h. Desde então, a maior parte das reclamações refere-se a problemas com preço e finalização das vendas.Na Saraiva, os problemas são relacionados a preços e, principalmente, dificuldades na finalização do pedido. Consumidores informam que os produtos apresentados somem do estoque no momento da compra ou “somem” do carrinho de compras virtual. Há também queixas sobre os valores de alguns produtos apresentados como em promoção, mas que estariam com preço “normal”.A Netshoes apresentou muitos problemas durante a madrugada e continua instável. A maquiagem de preços também é apontada como um problema por consumidores. O Extra.com.br esteve mais estável que os concorrentes com mais queixas, e os consumidores concentram suas reclamações em questões relacionadas ao preço. Muitos questionam se há realmente descontos e criticam o valor do frete cobrado.A Netshoes informou que estenderá as condições e as ofertas da Black Friday para o sábado (29) para garantir o direito de compra nas mesmas condições anunciadas a clientes que eventualmente não conseguiram concluir pedidos nas primeiras horas da campanha e a todos que desejem aproveitar as promoções por mais um dia. A loja informou que a instabilidade na navegação foi solucionada. A Saraiva informa que não se manifestará a respeito, pois até o momento ainda não foi notificada oficialmente sobre o assunto.O Magazine Luiza informa que reforçou a estrutura do site e ampliou sua equipe de atendimento ao cliente para a Black Friday. A rede destaca que a colocação no ranking do Reclame Aqui ocorreu devido a um erro temporário no sistema, pelo qual foram exibidos dois preços diferentes para um mesmo produto, simultaneamente, dependendo de qual servidor o cliente estivesse. Todos os clientes que tiveram problema foram contatados ainda durante a madrugada, e os casos, resolvidos rapidamente.O G1 também entrou em contato com as empresas Submarino, Americanas e KaBuM!, e aguarda posicionamento.Onde reclamarO Reclame Aqui está fazendo plantão de 36 horas, com cobertura ao vivo da Black Friday e atendimento aos consumidores no site e nas redes sociais. O site já teve mais visitantes nas primeiras 11 horas da Black Friday do que em todo o evento do ano passado. A previsão é de receber mais de 1 milhão de acessos nesta sexta-feira, além do uso do app em smartphones, que já teve cerca de 700 mil downloads e permite a publicação de reclamações com fotos, diretamente das lojas.O diretor de Marketing do Reclame Aqui, Felipe Paniago, alerta que em momentos como a Black Friday, é especialmente importante que os consumidores se orientem pela opinião de outros consumidores que já fizeram negócio com as empresas. “Muitas vezes, o consumidor se empolga com um preço chamativo, mas a empresa não consegue entregar o produto ou maquiou o preço nas semanas anteriores”.No ano passado, a página do site recebeu 8,5 mil reclamações por causa da Black Friday , 6,2% a mais do que em 2012. Os principais motivos foram: falta de estoque dos produtos (46%), maquiagem de preço (2%) e lentidão e dificuldade para acessar os sites das empresas.Os Procons são os responsáveis pela fiscalização e aplicação de multas. O Procon de São Paulo terá um plantão 24h para o atendimento das reclamações durante a Black Friday. Em São Paulo, os consumidores poderão registrar as reclamações pelo telefone 151 (somente para a cidade de São Paulo), pelo site e pelas redes sociais através da hashtag #BlackFridaynamiradoProconSP. A entidade afirma que a intermediação com as empresas para tentar solucionar os problemas relatados será em tempo real.No Rio de Janeiro, as reclamações podem ser feitas pelo site do Procon estadual e no municipal.A Serasa disponibiliza um serviço gratuito de consulta da situação do CNPJ das empresas. A ferramenta Você Consulta Empresas informa razão social, ocorrência de protestos, cheques sem fundo, ações judiciais, endereço, falências e a existência legal da companhia.Fonte: G1
Novo ministro da Fazenda fala em corte de despesas, mas sem pacotes
28 nov, 2014 às 10:01
- O ministro da Fazenda nomeado, Joaquim Levy, informou nesta quinta-feira (27) que a meta de superávit primário, a economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda, será de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para todo o setor público consolidado (governo, estados e municípios) em 2015. Este ano, a meta fixada inicialmente era de 1,9% do PIB, mas o governo já informou que este objetivo foi abandonado.Joaquim Levy foi confirmado como próximo ministro da Fazenda nesta quinta pelo Palácio do Planalto, em substituição a Guido Mantega. Também foram confirmados os nomes de Nelson Barbosa como próximo ministro do Planejamento, e a permanência de Alexandre Tombini no comando do Banco Central.Em 2016 e 2017, segundo Levy, o esforço fiscal não será inferior a 2% do PIB – próximo do patamar registrado em 2013. "Alcançar essa meta será fundamental para o aumento da confiança na economia brasileira", declarou Levy a jornalistas no Palácio do Planalto. Para atingir essas metas, ele informou que algumas medidas que vêm sendo discutidas são de diminuição de despesas. Entretanto, acrescentou que as medidas serão, "não digo graduais, mas sem pacotes, sem nenhuma surpresa".Questionado por jornalistas, o próximo ministro declarou ter autonomia para implementar as medidas. "A autonomia está dada. O objetivo é claro. Os meios a gente conhece. Acho que há o suficiente grau de entendimento dentro da própria equipe e maturidade. Então, acho que essa questão vai se responder de uma maneira muito tranquila. Dizer uma coisa ou outra não tem muito sentido agora. A gente vai ver no dia a dia como as coisas ocorrem. Quando uma equipe é escolhida, há confiança", afirmou.Contas públicas neste anoNos nove primeiros meses deste ano, as contas do setor público registraram um déficit primário – receitas ficaram abaixo das despesas, mesmo sem contar juros da dívida – de R$ 15,28 bilhões, ainda segundo números divulgados pelo BC. Foi a primeira vez desde o início da série histórica do BC, em 2002 para anos fechados, que as contas do setor público registraram um déficit nos nove primeiros meses de um ano.Considerado ortodoxo, com uma atuação mais tradicional na economia, Levy, de 53 anos, executou um ajuste fiscal na primeira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que levou o superávit primário a um patamar médio de 3,5% do PIB (série histórica revisada do BC, sem as estatais) - patamar considerado elevado. Ele ficou conhecido como "mãos de tesoura" na ocasião por conta do controle de gastos implementado nas contas públicas. Levy travalhava, até então, na diretoria da administradora de investimentos Bradesco Asset Management.Redução da dívida pública"Primeiramente, cabe notar que vir a suceder o mais longevo ministro da Fazenda em período democrático [Guido Mantega] é mais do que uma honra, um privilégio. O objetivo imediato do governo e do Ministério da Fazenda é estabelecer uma meta de superávit primário para os três proximos anos que contemple a estabilização e declínio da dívida pública", declarou o ministro da Fazenda nomeado.Joaquim Levy também avaliou que é fundamental para o aumento da confiança da economia brasileira a consolidação dos avanços sociais e econômicos e reafirmou o compromisso com transparência e com a divulgação de dados abrangentes."As medidas necessárias para o equilíbrio das contas públicas serão tomadas. Como a gente falou, serão tomadas com análise e segurança. Eu acho que o Brasil tem mecanismos capazes disso. É um trabalho que envolve não só o governo federal, mas acho que toda a federação, não só o Poder Executivo, mas todos os poderes. É um trabalho importante pois é o que garante condições de crescimento", declarou Levy.Tesouro Nacional?Levy, ao ser interpelado por jornalistas sobre quem será o novo secretário do Tesouro Nacional, não disse que não falaria sobre isso neste momento. "Vamos manter os ritos. A gente têm desafios, coisas importantes a fazer. A gente não está em nenhuma agonia. Vamos ficar tranquilos. Essa é a maneira boa de lidar com os desafios de um novo governo que começa em primeiro de janeiro", afirmou.Rumores dão conta de que o próximo secretário do Tesouro Nacional pode ser Carlos Hamilton Araújo, atualmente na diretoria de Política Econômica do Banco Central.Fonte: G1
Impostos pagos pelos brasileiros este ano chegam a R$ 1,5 trilhão
27 nov, 2014 às 08:57
- O valor pago pelos brasileiros em impostos federais, estaduais e municipais desde o início do ano alcançou R$ 1,5 trilhão, na noite desta quarta-feira (26), segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Em 2013, essa marca foi alcançada somente no dia 9 de dezembro.O painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista.“Os dados do Impostômetro revelam que a arrecadação de tributos vem crescendo mais lentamente neste ano, em função do baixo nível de atividade. O forte desequilíbrio fiscal de 2014, no entanto, decorre muito mais de crescimento acentuado da despesa pública”, diz Rogério Amato, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo).O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet, na página do Impostômetro. Na ferramenta, criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), é possível acompanhar quanto o país, os estados e os municípios estão arrecadando em impostos.Também se pode fazer comparações do que os governos poderiam fazer com o dinheiro arrecadado, como quantas cestas básicas se poderia fornecer e quantos postos de saúde poderiam ser construídos.O Impostômetro encerrou o ano de 2013 com a marca recorde de R$ 1,7 trilhão.Fonte: G1
Diretoria da CDL de Brumado agradece a todos os envolvidos na FENB 2014
27 nov, 2014 às 08:40
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A FENB - Feira de Negócios de Brumado 2014, foi um evento de sucesso. Muito bem organizada, com várias opções de conteúdo cultural e educativo para toda a família, além da exposição de muitos empreendimentos e negócios da cidade, que juntos, fortaleceram ainda mais a importância do comércio local.A diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Brumado (organizadora da FENB) agradece imensamente a todos os envolvidos neste grande evento. Manoel Messias - presidente da entidade ressalta "não é possível realizar um feito deste porte sem a colaboração de todos, agradeço também à Prefeitura Municipal da cidade que nos disponibilizou apoio fundamental".Ascom - Izidy Ramel Comunicação
Cai distância entre pior e melhor IDH de 16 regiões metropolitanas do país
26 nov, 2014 às 08:59
- A diferença entre São Paulo e Manaus, respectivamente o maior e o menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre 16 regiões metropolitanas do país, diminuiu de 22,1% para 10,3% entre 2000 e 2010. O IDHM é um índice composto por três das mais importantes áreas do desenvolvimento humano: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda).O Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras foi divulgado nesta terça-feira (25). Ele foi produzido pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (Pnud), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Fundação João Pinheiro.O IDHM vai de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior o desenvolvimento humano, quanto mais próximo de um, melhor.O quadro totalComo em 2000, Manaus obteve o pior índice e São Paulo, o melhor. Mas a disparidade entre as duas regiões metropolitanas foi reduzida. Em uma década, a região paulista cresceu 11,2% e chegou ao IDHM de 0,794. Manaus teve o maior crescimento do país no período, 23% – foi do índice 0,585, classificado como "baixo", para 0,720, faixa "alta".As outras 14 regiões metropolitanas analisadas no atlas tinham pontuação entre 0,6 e 0,699 em 2000, considerada "média". Em 2010, todas as capitais cresceram e passaram a ter índice entre 0,7 e 0,799, classificada como "alta". Em 2000, Manaus estava abaixo da primeira faixa (0,585) e São Paulo, acima (0,714).Das 16 regiões metropolitanas analisadas pelos pesquisadores, nove mantiveram a posição inicial. Curitiba, que estava em 2º lugar em 2000, foi para 3º, ultrapassada por Brasília (Região Integrada de Desenvolvimento do DF). A capital federal e municípios ao redor ocupavam o 6º lugar uma década antes e cresceram 16,4%. Belo Horizonte subiu de 5º para 4º. O Rio de Janeiro, que estava em 3º, foi para o 6º lugar. Porto Alegre, que ocupava a 4ª posição, desceu para a 9ª.(Correção: na publicação desta nota foi informado que a região metropolitana de Belo Horizonte caiu no ranking de 2010 em relação a 2000. Essa informação estava incorreta. A nota foi alterada às 15h38)Atualmente, Manaus, que tem o menor IDHM, tem índice 3,15% maior do que tinha Curitiba em 2000, quando a capital paranaense ocupava a 2ª melhor posição no ranking.LongevidadeDe acordo com o levantamento, a expectativa de vida ao nascer varia, em média, 12 anos dentro das regiões metropolitanas. O melhor índice corresponde a 82 anos. A menor expectativa foi de 67 anos.A longevidade é medida pela expectativa de vida ao nascer e é calculada por método indireto a partir de dados do IBGE. Esse indicador revela a idade média que uma pessoa nascida em determinado lugar viveria a partir do nascimento, nos mesmos padrões de mortalidade.Veja ao lado os índices de destaque nessa área.RendaNa análise dentro de cada região, a desigualdade de renda per capita média mensal nas principais capitais do país continua grande. A diferença salarial entre os segmentos mais abastados e os mais carentes em uma mesma região metropolitana chega a 39 vezes dentro de São Paulo e 47 vezes na região metropolitana de Manaus.De acordo com o atlas, a renda per capita mais alta de Manaus é de R$ 7.893,75, enquanto a menor é de R$ 169,1.Em São Paulo, o maior valor chega a R$ 13.802, o maior do país, ao passo que o menor é 37 vezes inferior – R$ 351,85.Embora São Paulo tenha a maior renda média mensal, Brasília ocupa o primeiro lugar no IDHM em padrão de vida porque o índice é medido pela soma da renda média de todos os moradores. O valor total é dividido pelo número de habitantes da localidade, incluindo os sem registro de renda.EducaçãoNas unidades com melhor desempenho entre as 16 regiões metropolitanas, o percentual de pessoas de 18 anos ou mais de idade com ensino fundamental completo varia de 91% a 96%. Nas de pior desempenho, a variação fica entre 21% e 37%.Para o pesquisador Olinto Nogueira, da Fundação João Pinheiro, o índice na região metropolitana de São Luís, que registrou médias baixas em longevidade e renda, foi alto em educação porque a área analisada abrange um espaço pequeno, sem os municípios do entorno. O contrário acontece em Porto Alegre.“Como região metropolitana, São Luís é muito pequena. Às vezes o que está ruim é o entorno da região, não a capital”, afirmou. “Como lá é uma ilha, um espaço pequeno, às vezes quem mora ali são os mais privilegiados. Em Porto Alegre não, a região metropolitana é enorme, por isso conseguimos pegar tudo, o que leva a média para baixo.”Regiões metropolitanas analisadas: Belém, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Brasília (Distrito Federal), Fortaleza, Goiânia, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Vitória.O atlas foi produzido com base no Censo Demográfico do IBGE de 2010 e apresenta mais de 200 indicadores de desenvolvimento humano, como renda, longevidade, educação, demografia, trabalho, habitação e vulnerabilidade em 5.565 municípios brasileiros.Fonte: G1
Dólar em alta provoca queda nos gastos de brasileiros no exterior
25 nov, 2014 às 08:00
- A alta do dólar afetou os gastos dos brasileiros no exterior, segundo informou nesta segunda-feira o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel. Em outubro, os desembolsos dos turistas brasileiros recuaram de US$ 2,294 bilhões para US$ 2,124 bilhões, o equivalente a 7,4%.Também houve queda no valor deixado por estrangeiros no Brasil. Os valores cairam de US$ 533 milhões, em outubro de 2013, para US$ 488 milhões no mesmo período deste ano. Isto significa que, em outubro, os gastos líquidos com viagens internacionais ficaram negativos em US$ 1,6 bilhão, com decréscimo de 7%, ante outubro de 2013.Maciel ressaltou que, nos últimos três meses, o dólar teve apreciação de cerca de 15%. Por isso, o reflexo nos gastos com viagens internacionais. O cenário deve se repetir nos dados de novembro, que serão divulgados pelo BC em dezembro.Segundo Tulio Maciel, até o dia 20 deste mês os dados indicavam saldo de viagens negativo em US$ 840 milhões. No período, os brasileiros gastaram US$ 1,162 bilhão, enquanto os estrangeiros deixaram US$ 323 milhões no Brasil. (Com Agência Brasil)Fonte: EM
FENB 2014 mostrou a competência e profissionalismo do comércio de Brumado
24 nov, 2014 às 10:07
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Em sua nona edição, a FENB (Feira de Negócios de Brumado) mostrou que o empresariado brumadense e a Câmara de Dirigentes Lojistas têm consciência da necessidade de fortalecer cada vez mais o comércio da cidade e região. Os stands estavam muito bonitos, o evento bem organizado, com estrutura para receber toda a família em seus três dias de duração (21, 22 e 23 de novembro).Houve sorteios de brindes para o público presente, desfiles, show com voz e violão, comida gostosa, atrações infantil, praça agradável com exposição de objetos feitos com material reciclável, e muita gente bonita.A diretoria da CDL de Brumado agradece a todos os expositores, patrocinadores, colaboradores, apoio, e aos visitantes dessa edição do evento que já se tornou referência para toda a região.ASCOM - Izidy Ramel Comunicação[gallery ids="10208,10207,10206,10205,10204,10199,10200,10201,10202,10203,10194,10195,10196,10197,10198,10193,10192,10191,10190,10189,10184,10185,10186,10187,10188,10183,10182,10181,10180,10179,10174,10175,10176,10177,10178,10173,10172,10171,10170,10169,10168,10167,10166,10165,10164,10159,10160,10161,10162,10163,10154,10155,10156,10157,10158,10153,10152,10151,10150,10149,10144,10145,10146,10147,10148,10143,10142,10141,10140,10139,10134,10135,10136,10137,10138,10133,10132,10131,10130,10129,10124,10125,10126,10127,10128,10123,10122,10121,10120,10119,10114,10115,10116,10117,10118,10113,10112,10111,10110,10109,10104,10105,10106,10107,10108,10103,10102,10101,10100,10099,10094,10095,10096,10097,10098,10093,10092,10091,10090,10089,10084,10085,10086,10087,10088,10083,10082,10081,10080,10079,10074,10075,10076,10077,10078,10073,10072,10071,10070,10069,10064,10065,10066,10067,10068,10063,10062,10061,10060,10059,10054,10055,10056,10057,10058,10053,10052,10051,10050,10049,10044,10045,10046,10047,10048,10043,10042,10041,10040,10039,10034,10035,10036,10037,10038,10033,10032,10031,10030,10029,10028,10027,10026,10025,10024,10019,10020,10021,10022,10023,10018,10017,10016,10015,10009,10010,10011,10012,10013,10008,10007,10006,10005,10004,10001,10003,9997,9995,9994,9993,9992,9991,9990,9989,9988,9987,9986,9985,9984,9979,9980,9981,9982,9983,9978,9977,9976,9975,9974,9969,9970,9971,9972,9973,9968,9967,9966,9965,9964,9959,9960,9961,9962,9963,9958,9957,9956,9955,9954,9949,9950,9951,9953,9948,9947,9946,9945,9941,9940,9939,9938,9937,9936,9935,9934,9929,9930,9931,9932,9933,9920,9918,9917,9916,9915,9914,9913,9912,9911,9910,9909,9908,9907,9906,9905,9904,9900,9901,9898,9892,9891,9890,9889,9884,9885,9886,9887,9888,9883,9882,9881,9880,9879,9878,9877,9876,9875,9874,9869,9870,9871,9872,9873,9868,9867,9866,9865,9864,9859,9860,9861,9862,9863,9858,9857,9856,9855,9854,9849,9850,9851,9852,9853,9844,9845,9846,9847,9848,9843,9842,9841,9840,9839,9834,9835,9836,9837,9838,9833,9832,9831,9830,9829,9824,9825,9826,9827,9828,9823,9822,9821,9820,9819,9814,9815,9816,9817,9818,9813,9812,9811,9810,9809,9804,9805,9806,9807,9808,9803,9802,9801,9800,9799,9794,9795,9796,9797,9798,9789,9790,9791,9792,9793,9788,9787,9786,9785,9784,9779,9780,9781,9782,9783,9778,9777,9776,9775,9774,9769,9770,9771,9772,9773,9768,9767,9766,9765,9764,9759,9760,9761,9762,9763,9754,9755,9756,9757,9758,9753,9752,9751,9750,9749,9744,9745,9746,9747,9748,9743,9742,9741,9740,9739,9734,9735,9736,9737,9738,9733,9732,9731,9730,9729,9724,9725,9726,9727,9728,9723,9722,9721,9720,9719,9714,9715,9716,9717,9718,9713,9712,9711,9710,9709,9704,9705,9706,9707,9708,9703,9702,9701,9700,9699,9694,9695,9696,9697,9698,9693,9692,9691,9690,9684,9686,9681,9680,9679,9678,9677,9676,9675,9674,9669,9670,9671,9672,9673,9668,9667,9666,9665,9663,9662,9661,9653,9654,9655,9652,9651,9650,9649,9648,9643,9644,9645,9646,9647,9642,9641,9640,9639,9638,9633,9634,9635,9636,9637,9632,9631,9630,9629,9628,9623,9624,9625,9626,9627,9622,9621,9620,9619,9618,9613,9614,9615,9616,9617,9612,9611,9610,9609,9608,9603,9604,9605,9606,9607,9598,9599,9600,9601,9602,9597,9596,9595,9594,9593,9588,9589,9590,9591,9592,9587,9586,9585,9584,9583,9579,9580,9581,9582,9577,9576,9575,9574,9573,9568,9569,9570,9571,9572,9567,9566,9565,9563,9558,9559,9560,9561,9562,9557,9556,9555,9554,9553,9552,9551,9547,9536"][gallery ids="10213,10212,10211,10210,10209"]
Em 2015, governo prevê alta de 2% para PIB e inflação acima de 6%
24 nov, 2014 às 09:08
- O governo federal baixou de 3% para 2% sua estimativa oficial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 - primeiro ano do novo mandato da presidente Dilma Rousseff. A informação consta no relatório de receitas e despesas do orçamento, enviado nesta sexta-feira (21) ao Congresso Nacional.Apesar da queda, o valor ainda está muito acima da previsão do mercado financeiro - que prevê uma expansão da economia de apenas 0,8% no ano que vem."As projeções de crescimento do PIB de 2014 e 2015 foram revistas devido à deterioração do cenário internacional nos últimos meses, com menor perspectiva de crescimento das principais economias, à elevada volatilidade nos mercados financeiros mundiais, com projeção de elevação da taxa de juros e ainda pela possibilidade de deflação na Área do Euro", diz o relatório do orçamento. Para este ano, a previsão de alta do PIB recuou de 0,9% para 0,5%.Segundo o relatório do orçamento, o cenário para a inflação também ficou pior do que o estimado anteriormente. A nova estimativa é de que o Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) some 6,1% no próximo ano. Para o mercado financeiro, porém, a inflação deverá somar 6,4% em 2015 - previsão coletada pelo Banco Central na semana passada. Neste ano, segundo o BC, a inflação deverá ser de 6,45%."O compromisso do governo com o controle da inflação tem orientado as decisões de política monetária, com aumento da taxa Selic que conduzirá o IPCA a um menor patamar de inflação em 2015", informou o governo no relatório divulgado pelo Ministério do Planejamento.No documento, o Executivo também prevê uma alta maior do dólar no ano que vem. A estimativa anterior era de que a taxa média de câmbio ficasse em R$ 2,45 no próximo ano. A nota previsão da equipe econômica é de um câmbio médio de R$ 2,57 em 2015.Fonte: G1
Escândalo da Petrobras é péssima notícia para economia em 2015
22 nov, 2014 às 08:00
- Tão ou mais críticos do que os estragos políticos, os passivos econômicos da operação Lava Jato devem se fazer sentir nos próximos meses, à medida que o escândalo de corrupção da Petrobras se alastra para as maiores empreiteiras do Brasil.Juntas, Odebrecht, Camargo Corrêa, Mendes Júnior, OAS e Queiroz Galvão, todas citadas nas investigações da Polícia Federal, são nomes frequentes em licitações de infraestutura, área vista por governo e setor privado como a tábua de salvação para o investimento, cuja participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro só faz cair há quatro trimestres seguidos.Diante da gravidade das notícias, envolvendo prisões de altos executivos de algumas dessas empresas, seria ingênuo imaginar que o pacote de concessões federais de rodovias, ferrovias e portos, hoje na prateleira, não vai atrasar ainda mais.De um lado, as empresas poderão ser alvos de potenciais constrangimentos regulatórios, já que companhias consideradas inidôneas são proibidas de participar de licitações públicas. De outro, elas próprias vão consumir bastante de seus esforços para lidar com questões, digamos, mais delicadas, especialmente nos casos das que têm altos executivos atrás das grades.Uma amostra dos estragos potenciais de uma investigação por denúncias pode ser o caso Alstom, em que a empresa francesa foi acusada de pagar propina a vários políticos do Estado de São Paulo relativas a obras do metrô. O episódio foi apontado como um dos fatores que contribuíram para o adiamento da licitação do trem de alta velocidade, que vai ligar São Paulo e Rio de Janeiro.Assim, mesmo que o suposto envolvimento das empreiteiras no caso Petrobras não chegue às últimas consequências, imaginar que a vida voltará ao normal com a urgência que a economia precisa parece um devaneio.Ciente disso, a recém-eleita presidente Dilma Rousseff se adiantou no domingo, afirmando que não vai "demonizar as empreiteiras" nem colocar "carimbo" nas empresas.Isso parece indicar que a estratégia para evitar a exclusão sumária e generalizada de empreiteiras das concessões -- justamente no momento em que elas são peça fundamental do esforço federal para se distensionar a atribulada relação que marca o primeiro mandato Dilma -- será defender a punição apenas das pessoas ou subsidiárias envolvidas.A Odebrecht, por exemplo, deixaria de fora do tiroteiro a Odebrecht Energia, membro do consórcio da hidrelétrica de Santo Antônio, e a Odebrecht Transport, do consórcio da BR-163 (MT), e que administra o aeroporto do Galeão (RJ). Sozinho, o conglomerado baiano tem, ou tinha, planos de investir 53 bilhões de reais entre 2014 e 2016.Na mesma linha, uma subsidiária da Queiroz Galvão compõe o consórcio que venceu o leilão de concessão da rodovia BR-153, no trecho entre Tocantins e Goiás, em maio.Essa pode ser a solução para evitar que outra pedra no caminho atrase ainda mais o Programa de Investimentos em Logística (PIL), promessa da presidente em 2012, incluindo quase todas as concessões de ferrovias e portos, num total estimado em 120 bilhões de reais.A indicação da presidente de que as empreiteiras não devem ser sacrificadas pelos eventuais malfeitos de alguns executivos pode ser um aceno para reaproximação com o setor privado. A relação tem ficado estremecida nos últimos anos, com empresários acusando o governo de interferência excessiva no ambiente de negócios.Acender o cachimbo da paz com o empresariado parece ser a melhor, senão a única chance de Dilma retomar a confiança na economia, cujo fraco desempenho quase pôs sua reeleição a perder e que já promete comprometer um naco do seu segundo mandato.Fonte: R7
FENB começa hoje - sexta, 21
21 nov, 2014 às 09:11
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O dia esperado chegou, a Feira de Negócios de Brumado inicia hoje, sexta-feira, 21, no espaço Planet Show - localizado na saída para Caetité.O evento, criado e organizado pela CDL de Brumado, acontecerá nos seguintes dias e horários:- Sexta (21): 19:30hs às 00:00hs- Sábado (22): 14:30hs às 00:00hs- Domingo (23): 11:00hs às 22:00hsAlém de vários stands com exposição de produtos e serviços diversos, o que proporcionará ao visitante se aproximar de novidades e atuações do mercado que no cotidiano é mais difícil encontrar facilmente, acontecerão shows, desfiles, a ornamentação do espaço infantil e praça do evento estará uma beleza só (criada por Kezinha Produções) atrações para a criançada e muito mais.FENB 204 - um evento para toda a família, não fique de fora, aproveite, é dentro da nossa cidade, à sua disposição!Assessoria de Comunicação da CDL - Izidy Ramel Comunicação
Mantega: 'Governo continua sendo desenvolvimentista'
21 nov, 2014 às 08:00
- O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que que os ajustes que começaram a ser anunciados na política econômica representem uma mudança "estratégica" e disse que o governo vai continuar no caminho do "desenvolvimentismo"."Não é uma mudança na estratégia principal", disse o ministro, que comentou os ajustes em uma entrevista à BBC Brasil concedida no domingo em Brisbane, na Austrália, durante reunião do G20."A nossa estratégia não é ortodoxa, é uma estratégia desenvolvimentista. É uma estratégia que visa a criar mais empregos, que visa a diminuir as disparidades sociais e de renda - e isso vai continuar."Mantega, que está de saída da pasta no novo mandato da presidente Dilma Rousseff, negou que a política econômica praticada nos últimos anos venha sendo alvo de críticas dentro do governo.A sensação foi reforçada dias antes, quando a ex-ministra da Cultura Marta Suplicy disse esperar, ao deixar o cargo, que a presidente seja "iluminada" ao escolher uma nova equipe para resgatar a "confiança e credibilidade" na economia.Segundo o ministro, ninguém no governo "tem autoridade para a crítica além da presidente [Dilma Rousseff]" e as decisões que ele tomou, nos últimos anos, sempre foram aprovadas por ela."Sempre estive sintonizado com a presidente. A política que eu faço é aprovada por ela, e o que nós temos agora é uma continuação dessa política dentro de um outro cenário econômico", afirmou o ministro, cuja saída do governo em um eventual segundo mandato foi anunciada por Dilma ainda durante a campanha. O sucessor de Mantega ainda não foi anunciado.Confira a seguir a entrevista completa.BBC Brasil - Para alguns críticos, as recentes medidas econômicas anunciadas pelo governo indicam uma guinada à ortodoxia. O jornal Financial Times comentou que a presidente Dilma adotou políticas propostas pela oposição durante a campanha - e criticadas por ela. Isso é uma indicação do fracasso da política adotada até aqui? Qual o plano daqui para frente?Guido Mantega - O que nós estamos fazendo são ajustes na economia, que são sempre necessários, principalmente quando você está saindo de um período de uma crise internacional para um período de normalidade. Durante a crise, nós fizemos várias medidas anticíclicas. Agora, é o momento de sair das medidas anticíclicas e caminhar para a normalidade. Então, você tem que fazer esses ajustes.Nós fizemos ajustes importantes no início do governo Dilma. Eu mesmo, como Ministro da Fazenda. Fizemos um ajuste fiscal, na política monetária. Nesse momento temos que fazer alguns ajustes como o que fizemos em 2011. Não é nenhum retrocesso à política ortodoxa, em nenhuma circunstância. Fazer ajuste fiscal não é uma medida ortodoxa. Você manter a solidez fiscal é, digamos, o princípio de qualquer política, seja ela ortodoxa ou heterodoxa. Temos que preparar a economia pra que ela possa voltar a ter uma politica monetária mais flexível, para restabelecer o crédito no Brasil.BBC Brasil - E como exatamente seriam esses ajustes, como eles vão fazer o crescimento deslanchar?Mantega - Na verdade nós precisamos da recuperação da economia internacional. O crescimento da economia internacional em 2014 foi decepcionante. Então nós temos que… esperamos um cenário melhor. No Brasil, tivemos que combater em 2014 uma seca forte, uma pressão inflacionária, tivemos o período da Copa do Mundo, tivemos eleições, tudo isso atrapalha um pouco a economia.Agora, sem isso, e mais os ajustes, nós teremos condição de retomar o crescimento. Por quê? Porque a economia brasileira mantém fundamentos sólidos. Nós temos um mercado interno poderoso. O Brasil continua se expandindo, porque apesar de um crescimento menor, nós aumentamos o emprego e aumentamos o salário. A massa salarial, que é poder de consumo, continua crescendo no Brasil. Basta reconstituir o crédito que você vai ter uma reativação.Além disso, os programas de investimento que lançamos nos últimos anos estão amadurecendo. É o pacote de concessões, de infraestrutura... as rodovias estão recebendo investimentos. O setor de gás e energia está tendo bons investimentos. Com isto, nós temos condições de recuperar a taxa de crescimento em 2015, especialmente se formos ajudados por uma recuperação da economia internacional.BBC Brasil - O que leva a essa mudança [na política econômica], a realidade econômica ou a necessidade de controlar as contas públicas?Mantega - Essa mudança se deve ao fato de que nós saímos desse período de política anticíclica para [entrar em] um período em que acreditamos que a crise está no fim e que vai começar uma outra fase da economia. Não estamos mais dando estímulos, temos que reduzir alguns gastos, e reconstituir a política monetária mais favorável ao consumo da população.BBC Brasil - Como foi a sua relação com a presidente Dilma durante o governo? O sr. tinha autonomia, ou havia muita interferência [no ministério]?Mantega - Bom, é uma relação normal do ministro da Fazenda com a presidente. Ela sempre [nos] deu autonomia, para que nós fizessemos e apresentássemos os programas econômicos, os programas de ajuste.Nós já tínhamos uma grande sintonia, porque antes de ela ser presidente, ela era ministra. Minha colega no ministério. E nós trabalhávamos juntos na política econômica. Fazenda com Casa Civil. Então, não houve nenhuma mudança porque estavámos sempre sintonizados.As iniciativas que tomamos sempre foram aprovadas e apoiadas pela presidente.BBC Brasil - O sr. tem sido alvo de críticas não somente da oposição, mas também internas. Ao mesmo tempo, tem que anunciar a mudança da política econômica, que de certa forma vai na direção contrária a que foi adotada até aqui. Não é uma situação incômoda?Mantega - Não tenho [sido alvo de] críticas [de] dentro do governo. Se tivesse crítica, essa pessoa seria rapidamente desqualificada. Ninguém tem autoridade para a critica além da presidente. Agora se tem gente... se algumas pessoas comentaram isso [contra a política econômica], ai é outra coisa.Sempre tive autoridade, sempre estive sintonizado com a presidente. A politica que eu faço é aprovada por ela e, o que nós temos agora é uma continuação desta política dentro de um outro cenário econômico. Portanto, isso exige mudanças. Não é uma mudança na estratégia principal.A nossa estratégia não é ortodoxa, é uma estratégia desenvolvimentista. É uma estratégia que visa a criar mais empregos, que visa a diminuir as disparidades sociais e de renda - e isso vai continuar. Agora adaptado a uma outra fase da economia. Nós saímos da fase de crise e estamos nos preparando para a retomada do crescimento.Se você olhar a política que eu fazia antes da crise, ela era diferente da que nós fizemos durante a crise. Agora trata-se de voltar ao que nós fazíamos. Antes da crise tínhamos o superávit primário maior, uma estabilidade maior das contas [públicas]. Num período de crise isso fica comprometido. Então, trata-se de uma mesma estratégia em fases diferentes. Não é uma mudança da estratégia econômica.BBC Brasil - O Brasil chegou nesse G20 com a economia bem mais fraca do que em 2008 (quando a reunião do grupo foi essencial para responder aos desafios colocados pela crise). Teve algo a ganhar e a contribuir nas reuniões deste final de semana em Brisbane?Mantega - Na verdade a maioria dos países está crescendo pouco no G20, e esse foi um dos temas da discussão. Por que, com as medidas tomadas, não estamos tendo uma reativação [de nossas economias]? Chegamos à conclusão de que falta estimular a demanda nos países avançados. Os EUA estão indo razoavelmente bem, o Reino Unido também está em uma certa recuperação, mas nós temos a União Europeia, temos o Japão, que não estão contribuindo para a retomada da economia mundial.Muitos países estão buscando disputar mercados externos - e o que nós estamos precisando hoje é de reconstituir o comércio internacional. Ele está crescendo pouco porque tem pouca demanda nesses países. Essa é uma questão chave. Os países emergentes estão sofrendo porque falta mercado para eles exportarem seus produtos.BBC Brasil - O que foi discutido na reunião dos Brics?Mantega - Discutimos a consolidação [dos projetos do grupo]. Criamos em Fortaleza duas instituições importantes, o Banco de Desenvolvimento dos Brics e o fundo contingente de reservas. Então, agora temos que colocá-los para funcionar.Combinamos de tomar algumas iniciativas, como, por exemplo, criar uma diretoria provisória para o Banco de Desenvolvimento, criar um conselho de administração, tomar as últimas providências para que, na reunião de julho do próximo ano, na Rússia, já tenhamos esses dois instrumentos importantes funcionando.É importante ter um banco de desenvolvimento para financiar investimentos nos países emergentes, principalmente nos Brics, e um fundo de reservas para a eventual necessidade de membros do nosso grupo. Então, vamos apressar os trabalhos. Foi combinado que até julho nós estaremos com esses instrumentos prontos para funcionar.Fonte: G1




